Uma empresa construída pela adaptação
A história da ELECTRIC começa em 1990, num período em que a economia romena se transformava de raiz. No início não produzíamos embalagens. Tornámo-nos produtores de embalagem porque, sempre que o mercado mudou, a empresa soube adaptar-se e dar o passo seguinte.
Muitas vezes esse passo veio dos próprios clientes. Pediam-nos o componente seguinte da embalagem e nós investíamos para o produzir. A rolha levou à cápsula, a cápsula ao frasco, o frasco ao molde, o molde ao desenvolvimento da nossa própria oficina, e o filme — usado inicialmente apenas como termorretrátil — foi a secção que abriu caminho a uma categoria de produtos completamente nova.
Não houve um único salto espetacular, mas milhares de passos dados um após o outro, ao longo de mais de três décadas.
Hoje a ELECTRIC opera três fábricas em Focșani e integra, dentro da mesma empresa, todo o percurso de uma embalagem: da ideia, do projeto e do molde até à produção em série, ao acondicionamento e à palete entregue ao cliente com frota própria.
Cronologia: 1990 → 2026
- 1990
O início. Caixas de plástico para aparelhagem elétrica
A ELECTRIC inicia a sua atividade como pequena secção de produção de aparelhagem elétrica, equipada também com máquinas japonesas nas quais se faziam caixas de plástico para termorreguladores, relés e outros componentes elétricos.
Foi o nosso primeiro contacto com a transformação de matérias plásticas. Nessa altura não podíamos saber que esta tecnologia viria a definir as décadas seguintes da história da empresa. - 1991
A primeira reconversão. Da aparelhagem elétrica às rolhas para vinho
A abertura do mercado romeno aos produtos ocidentais tornou a produção de aparelhagem elétrica cada vez mais difícil de sustentar. Tínhamos, porém, as máquinas, a experiência e os conhecimentos necessários para transformar plásticos.
A resposta estava mesmo ao nosso lado. Vrancea é uma das mais importantes regiões vitivinícolas da Roménia, e a indústria do vinho precisava permanentemente de soluções de embalagem e fecho.
Começámos com as rolhas de aba, depois vieram as rolhas capuz, diferentes sistemas de fecho e, por fim, as tampas de rosca.
Foi então que se desenhou o mecanismo que nos acompanharia ao longo de toda a história: o cliente pedia-nos a peça seguinte da embalagem, e nós aprendíamos a produzi-la. - 1996
Da tampa ao frasco. A primeira linha de extrusão-sopro
Depois de começarmos a produzir sistemas de fecho, a pergunta dos clientes surgiu naturalmente: «E o frasco, não o conseguem fazer?»
Em 1996 pomos em funcionamento a primeira tecnologia destinada à produção de frascos de polietileno por extrusão-sopro.
A partir desse momento já não produzíamos apenas um componente da embalagem. Começávamos a produzir a própria embalagem.
Com o desenvolvimento do parque de máquinas surgiu, no entanto, outra necessidade essencial: a manutenção. É assim que começa a desenvolver-se a nossa oficina mecânica, inicialmente destinada à manutenção e reparação dos equipamentos de produção. - 2003
Entramos na era do PET
O PET estava cada vez mais presente na indústria da embalagem: leve, transparente, resistente e capaz de oferecer novas possibilidades de design.
Em 2003 adquirimos a primeira máquina semiautomática para sopro de recipientes PET. Comparada com a fábrica de hoje, a sua capacidade era reduzida, mas do ponto de vista tecnológico aquele momento representou um passo enorme para a empresa.
A uma máquina seguiu-se outra. Surgiram volumes novos, formas novas, gargalos novos, pré-formas novas e, inevitavelmente, moldes novos.
Da primeira máquina PET instalada em 2003 chegámos, em 2026, a uma capacidade de mais de 28,2 milhões de recipientes PET por mês. - 2007
A embalagem flexível. O filme abre uma categoria inteira
Já conseguíamos entregar frascos PET, recipientes de polietileno e diversos sistemas de fecho. Mas embalar um produto exigia muitas vezes mais um elemento essencial: o filme.
Em 2007 investimos na produção de filme termorretrátil.
Tal como nas etapas anteriores, um único produto haveria de abrir caminho para uma categoria inteira. Se conseguíamos extrudir filme, também podíamos produzir outros tipos de embalagens flexíveis.
Seguiram-se os sacos, as saquetas, os sacos de asas e os filmes para diversas aplicações, e com eles vieram novas extrusoras, máquinas de soldadura e de confeção, bem como equipamento de impressão. - 2012
Da oficina mecânica à oficina de moldes
À medida que o número de máquinas e de produtos crescia, tornava-se cada vez mais evidente que a verdadeira vantagem não era apenas poder produzir, mas poder alterar, reparar e desenvolver nós próprios aquilo que produzíamos.
Em 2012 a oficina é modernizada com investimentos em centros de maquinação CNC e equipamentos de maquinação de precisão.
A partir desse momento o caminho até uma nova embalagem torna-se muito mais curto:
ideia → projeto → protótipo → molde → ensaio → produção em série.
Tudo dentro da mesma empresa. - 2019
Circular Plastics Alliance. A economia circular torna-se uma direção estratégica
Em 2019 a ELECTRIC torna-se signatária da Circular Plastics Alliance (CPA); a empresa foi representada na assinatura da declaração por Cosmin Buzaianu, Managing Director.
A Circular Plastics Alliance é uma iniciativa europeia que reúne produtores, transformadores, recicladores, marcas, organizações e autoridades, com o objetivo de aumentar a utilização de plástico reciclado em produtos novos à escala europeia.
Para nós, aderir a esta iniciativa representou a confirmação de uma direção que consideramos essencial: a reciclabilidade de uma embalagem começa no momento em que é projetada, não quando se torna resíduo. - 2026
Três fábricas. O 37.º ano da história da ELECTRIC
Em 2026 estamos no 37.º ano da história começada em 1990.
A ELECTRIC opera hoje três fábricas e integra tecnologias para embalagem rígida, embalagem flexível, injeção, extrusão-sopro, sopro PET, moldes, projeto e prototipagem.
Por trás dos números de hoje não está um único investimento espetacular, mas mais de três décadas de investimentos sucessivos.
Uma máquina comprada porque um cliente precisava de um produto novo. Uma oficina desenvolvida porque tínhamos de conseguir reparar sozinhos os nossos equipamentos. Um centro CNC adquirido porque precisávamos de alterar um molde mais depressa. Uma tecnologia nova introduzida porque o mercado mudava outra vez.
Foi assim que se construiu a ELECTRIC: por adaptação, passo a passo, de uma pequena secção de produção a um produtor integrado de embalagem.
O que as nossas fábricas produzem num único mês
A dimensão a que chegámos exprime-se do modo mais simples através da capacidade mensal de produção, por categorias.
O próximo capítulo: energia, automatização e independência
Hoje os nossos investimentos já não significam apenas capacidade de produção. Significam também a energia necessária para sustentar a indústria do futuro. Nas unidades da ELECTRIC estão atualmente instalados quase 1,4 MW de capacidade fotovoltaica, a par de cerca de 460 kW em sistemas de armazenamento, e o programa de investimento na produção e no armazenamento de energia continua.
- Consumo específico mais baixo. kWh por quilograma de material transformado, seguido por máquina e por turno.
- Equipamentos mais eficientes. Servo-hidráulica e acionamentos elétricos na substituição das máquinas antigas.
- Automatização. Manuseamento, paletização e transferência entre operações, com menos intervenção manual.
- Digitalização. Rastreio de cada encomenda, de cada máquina, de cada quilograma de matéria-prima e de cada produto que sai da fábrica.
A fábrica que construímos para os próximos anos não tem apenas de ser maior. Tem de ser mais inteligente, mais eficiente e mais circular.
De onde partimos. Onde chegámos.
| Ano | A etapa |
|---|---|
| 1990 | Fabricávamos caixas de plástico para aparelhagem elétrica. |
| 1991 | Começámos por fazer rolhas para garrafas de vinho. |
| 1996 | Produzimos os primeiros frascos de polietileno. |
| 2003 | Entrámos no mundo do PET. |
| 2007 | Começámos a produção de filme e embalagens flexíveis. |
| 2012 | A oficina mecânica tornou-se oficina de moldes. |
| 2019 | Assinámos a Declaração da Circular Plastics Alliance. |
| 2026 | Três fábricas, dezenas de milhões de recipientes e centenas de toneladas de embalagens flexíveis por mês. |
Mas provavelmente o mais importante não mudou. Sempre que o mercado nos colocou à frente uma mudança, escolhemos aprender, investir e continuar a produzir. Foi assim que chegámos aqui. E é assim que queremos continuar.
ELECTRIC SRL · Fabricado na Roménia desde 1990. 36 anos de experiência. O 37.º ano em que continuamos a construir.





